sábado, setembro 02, 2017

A oposição é Assunção Cristas

O debate televisivo entre os candidatos à CML de Lisboa diz tudo sobre o estado da oposição de direita, a candidata do PSD quase se limitou a ouvir as propostas de Assunção Cristas, mais parecia que eram candidatas da mesma lista encabeçada pela líder do CDS. O CDS está sem ideias, sem propostas e é um exército sem generais, comandado por um sargento mal habilitado.

A única personalidade com algum peso no passado do PSD que ainda se arrisca a parecer ao lado de Passo Coelho é Cavaco Silva, mas com os maus resultados que se viu. Cavaco fez um discurso para tentar ajudar Passos e em vez de estarmos a discutir os contributos de Cavaco estamos a rir ou a ouvir o PSD protestar porque se ousou criticar as baboseiras de Cavaco Silva.

Passos não tem uma única ideia, anda desde os primeiros dias de julho a parasitar as candidaturas autárquicas do PS. Organizam o jantar de lombo assado e á aparece Passos Coelho, na hora dos telejornais, para comentar as últimas declarações de António Costa. Desde os incêndios de Pedrógão e do assalto a Tancos que o PSD se limita a explorar as desgraças, tentando de forma desajeitada mostrar que são uma consequência das políticas governamentais.

Não se viu a cara de um único candidato autárquico, não se falou de uma única proposta, o palco das autárquicas tem servido em exclusivo para tentar melhorar a imagem de Passos Coelho, com sucessivas sondagens a mostrar que com esta liderança o PSD vai acabar com a dimensão do CDS. 

O PSD não tem ideias, não tem programa, não tem um projeto para o país, vive para ajudar Passos a sobreviver, socorre-se do dia a dia para manter um discurso sem qualquer interesse ou coerência. O PSD já nem discute as propostas e decisões governamentais, vive dos discursos e palavras dos membros do governo ou do PS. É Passos a ficar ofendido porque Sócrates disse algo que o fendeu, é Passos incomodado com as críticas de Galamba a Cavaco.

Se ouvir Passos é cada vez mais deprimente, pior ainda é aturar as poucas personalidades que dão a cara por ele, a começar no líder parlamentar e acabando no Amorim. Ao lado de Passos está a borra do PSD, gente sem grande valor, sem dimensão política e que ao aparecerem na primeira fila do parlamento, apenas envergonham a história do PSD, uma desgraça.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Rui Moreira

Rui Moreira bem pode sugerir que é um nacionalismo mas a verdade é que ao faltar a um debate político em que está em causa uma eleição democrática revela uma grande fragilidade na sua formação democrática, deixando que se veja nele mais uma dessas personalidades da extrema-direita chique que têm aprendido a usar a democracia.

«Na quinta-feira à noite, Rui Moreira tinha um debate televisivo marcado, na “TVI24”, com os candidatos às eleições autárquicas para o município que lidera desde 2013, mas não compareceu.

Segundo o “Diário de Notícias” esta sexta-feira, o autarca terá alegado “questões de agenda” para rejeitar o convite do canal televisivo.

Contudo, o presidente e candidato a novo mandato na liderança da cidade do Porto esteve presente, à hora para que estava marcado o debate, no Estádio do Bessa, para assistir ao Portugal-Ilhas Faroé, que Portugal venceu por 5-1.» [Expresso]

 Pobres miúdos

Contra o que é costume, este ano a "universidade de verão" da JSD foi utilizada quase exclusivamente para ajudar o seu líder a sobreviver. Para isso convidaram-se os esganiçados do costume, que não surpreenderam pelos valores ou pela facilidade com que recorreram à política. Mas o mais ridículo é que uma iniciativa anual dedicou uma boa parte do seu tempo e palco aos incêndios ocorridos há semanas.



      
 Piam ou não piam?
   
«Cavaco Silva saiu da sua reforma política para enviar um conjunto de indiretas ao atual Governo e à maioria que o apoia, bem como ao seu sucessor em Belém. Como de costume, o ex-Presidente da República não nomeou ninguém, mas toda a gente percebeu a quem se referia. Deixando de lado os aspetos menos elevados da intervenção, vale a pena discutir o essencial, ou seja, aquilo que a direita há muito vem afirmando: que a austeridade não acabou e que, mais coisa menos coisa, António Costa está a fazer o que Passos Coelho fez e estaria a fazer.

Para chegar ao recado que queria passar, Cavaco Silva deambulou pelos “devaneios ideológicos” do ex-presidente francês, François Hollande, a “bazófia” do ministro grego das Finanças Yannis Varoufakis e a forma como o atual primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, “pôs a ideologia na gaveta e aceitou iniciar um terceiro resgate com uma austeridade mais dura do que aquilo que ele tinha recusado”. Concluiu, dizendo que “a realidade tira o tapete à ideologia” e que essa realidade (as regras da disciplina orçamental impostas pela União Europeia) tem uma “tal força, contra a retórica dos que, no Governo, querem realizar a revolução socialista, que eles acabam por perder o pio ou fingem que piam, mas são pios que não têm qualquer credibilidade e refletem meras jogadas partidárias”.

Bom, comecemos por sublinhar que a realidade é dinâmica e que quando Hollande, Tsipras e Varoufakis tentaram aplicar receitas diferentes das impostas pelo “diktat” de Berlim e do Eurogrupo os tempos eram bem diferentes: estava-se em plena crise das dívidas soberanas e praticamente não havia contestação científica à receita que estava a ser aplicada, apesar dos resultados provarem que se estava muito longe de chegar à terra de leite e mel prometida pelos seus arautos neoliberais.

Logo, o primeiro ponto a ter em conta é que o atual Governo e a maioria que o apoia chegaram ao poder num contexto diferente, a saber: o BCE, contra a opinião de Berlim, passou a comprar dívida pública dos países da zona euro; reputados Prémios Nobel de Economia, como Paul Krugman ou Joseph Stigliz, colocaram em causa do ponto de vista científico o processo de ajustamento que vinha a ser seguido; mesmo no plano das organizações internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, se ouviram declarações (nomeadamente da diretora-geral, Christine Lagarde) ou foram conhecidos estudos (do departamento liderado por Vítor Gaspar, ex-ministro português das Finanças) reconhecendo erros graves e consequências negativas para as economias e os povos que foram sujeitos aos programas de ajustamento; e todos os governos que aplicaram a receita foram afastados do poder.

Ou seja, no final de 2015 vivia-se já o início de um novo clima político, económico e social na Europa. E foi essa janela de oportunidade que o atual Governo e a maioria que o apoia aproveitaram.

Diz Cavaco Silva que a realidade tem uma tal força que se impõe a todos os que querem fazer a revolução socialista. Bom, não me lembro de alguma vez António Costa ter dito que queria fazer a revolução socialista e confesso que tenho alguma dificuldade em ver num primeiro-ministro que por vezes usa sapatos com berloques um perigoso revolucionário. Mas tudo é possível, tudo é possível.

Em qualquer caso, lembro que a anterior maioria dizia que queria devolver ao longo de quatro anos pensões e reformas que tinham sido cortadas entre 2011-2015; foram devolvidas num ano. A anterior maioria queria acabar com a sobretaxa de IRS em quatro anos; também já foi eliminada. O défice que, segundo a direita ia disparar de acordo com a tradição socialista, passou de 3,2% em 2015 para 2% em 2016 (bem abaixo dos 2,5% acordados com Bruxelas) e vai a caminho dos 1,5% este ano. A economia, que tinha crescido 1,6% em 2015, caiu para 1,4% em 2016 mas vai este ano ficar pelo menos em 2,5%, o maior crescimento desde o início do século. O investimento, que a direita insistia que não voltaria com um governo socialista apoiado por bloquistas e comunistas, cresceu acima de 10% em termos homólogos no segundo trimestre deste ano, “o que acontece pela primeira vez em 19 anos”, segundo a insuspeita Católica – Lisbon Forecasting Lab. O desemprego, que iria aumentar com a subida do salário mínimo, não cessa de cair; de 12,6% está agora em 9,1%. Os índices de confiança dos consumidores e de clima económico estão nos valores mais elevados desde há 17 anos. E mesmo as agências de rating melhoraram o outlook da dívida pública portuguesa e provavelmente virão a tirá-la da classificação de “lixo” no próximo ano.

Convenhamos, portanto, que se as ideologias não resistem à realidade, os discursos demagógicos resistem bastante menos aos factos. E o que está escrito acima são factos, factos e mais factos revelados pelo Instituto Nacional de Estatística, pelo Banco de Portugal e por universidades.

Sim, nem tudo está bem e as preocupações são mais que muitas. A dívida pública continua a crescer em valor absoluto, apesar do Governo manter que ficará em 127,7% do PIB no final deste ano. O Orçamento do Estado para 2018, que está em fase de elaboração, parece contemplar um conjunto de encargos de despesa ou de cortes de receita que se podem vir a revelar contraproducentes a prazo para o objetivo de redução do défice nos próximos anos. No crescimento do investimento há um peso muito significativo na importação de veículos automóveis, o que não é seguramente bom. Também o regresso em força da construção, sendo bem vinda, precisa de ser temperado com a aposta em maquinarias e equipamentos para os setores industriais. As exportações podem sofrer com um eventual abrandamento da economia mundial devido à política económica errática e protecionista do presidente norte-americano. As taxas de juro na Europa vão inevitavelmente começar a subir, provavelmente em 2019. E um conflito nuclear na península da Coreia colocará o mundo em ebulição, com os preços do petróleo e das matérias-primas a disparar.

Mas isso é o futuro – e o mais difícil de prever é o futuro.

Até lá, o Governo e a maioria que o apoiam tem resultados para apresentar, a par das boas expectativas dos agentes económicos. E não, não foi a fazer a mesma política do anterior Governo: foi a alterá-la em múltiplos aspetos, por muito que a direita, interna e externa, Berlim e o Eurogrupo, o PSD e o CDS, para se consolar, digam que o que está a ser feito era o que estava na cartilha neoliberal do programa de ajustamento. Convenhamos que há quem pie pior do que aqueles que são acusados de não piar.» [Expresso]
   
Autor:

Nicolau Santos.

      
 Xenófoba é a tua tia
   
«O império dos brandos costumes é uma ficção e os problemas de Portugal não são diferentes dos do resto do mundo neste momento, aponta Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, em entrevista ao “Diário de Notícias” esta sexta-feira. “Portugal é xenófobo e racista, embora goste de viver na ilusão e na narrativa de que não o é, ou de que o é de forma mais suave que noutros países, coisa que não me parece sequer que seja verdade”, disse.

Segundo a bloquista, até pode existir uma xenofobia ou racismo “mais velado ou menos orgulhosamente exibido” em Portugal, mas a verdade é que há: “da violência policial aos guetos, à falta de representação e representatividade de uma série de comunidades que existem, existem há muitos anos e são muito importantes em Portugal”.

A única razão para não existir partido de extrema direita em Portugal ou cujo grande programa político assumidamente racista e xenófobo, aponta a deputada do BE, deve-se à existência de uma “base muito consolidada histórica do Partido Comunista” e do Bloco, que absorvem “muito do descontentamento das pessoas e não deixam descambar para bodes expiatórios mais fáceis”.» [Expresso]
   
Parecer:

Não sei muito bem quem autoriza Mariana Mortágua a acusar todo um país e todo um povo de ser racista e xenófobo, como se ela fosse uma sacerdotiza dos bons princípios. Mas vale a pena ver dizer que o BE tem uma grande base histórica e que não há extrema-direita porque os eleitores preferem outra extrema.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Digam à senhora que tenha juízo e vá chamar nomes à sua tia.»
  
 Sem contar com os que se suicidaram...
   
«O eurodeputado do PSD Paulo Rangel acusou esta sexta-feira o Governo de "dar com uma mão e tirar com a outra" e de "deteriorar o Estado" com "cortes brutais" que já causaram vítimas "e não foram poucas".

Numa intervenção na Universidade de Verão do PSD, iniciativa de formação de jovens quadros, Paulo Rangel acusou o primeiro-ministro de "confundir o Estado social com o Estado salarial", aumentando rendimentos mas, para cumprir as metas orçamentais europeias, fazer "cortes brutais" em áreas como a educação, saúde, segurança e proteção civil.

"O que lamento é que, para cumprirmos as metas europeias e criar a tal ilusão do Estado salarial, tenhamos criado condições de deterioração, de degradação dos nossos serviços públicos essenciais que já causaram vítimas e não foram poucas, é isto que eu lamento", disse, numa referência implícita às vítimas mortais (pelo menos 64) dos incêndios que começaram em Pedrógão Grande.» [Expresso]
   
Parecer:

Este esganiçado é mesmo pequenino.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Os putos do PSD vão para bombeiros?
   
«Marco Martins, que exerceu funções entre março de 2013 e maio de 2017, foi um dos oradores de um painel na Universidade de Verão do PSD sobre o tema 'Incêndios: Porque é que Portugal arde tanto?', a par de António Louro, vice-presidente da Câmara de Mação com os pelouros da proteção civil e florestas.

Recorrendo a uma metáfora, Marco Martins disse que durante quatro anos lhe foi "atribuído um veículo" que aprendeu a conduzir "por caminhos sinuosos", tendo recebido muita formação, paga pelos contribuintes, e, "de um momento para o outro, porque a lei o permite", foi afastado e substituído por outro.

"Tenho consciência de que foram entregues carros a pessoas que nunca conduziram carros daqueles, se calhar nem nunca conduziram carros, só bicicletas", afirmou, questionando se esta metodologia trouxe alguma mais-valia ao sistema.

Sobre este tema, António Louro, militante do PSD, considerou que as decisões políticas de substituir grande parte da estrutura de comando em abril "estão a ter consequências operacionais" e disse ter "sérias dúvidas" de que as novas chefias "sejam equiparáveis às que saíram.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Nada como convidar um ressabiado para falar mal do governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Não ofendam o velhote
   
«O vice-presidente do PSD Marco António Costa considerou hoje inaceitáveis e inapropriadas as reações de partidos da esquerda à intervenção de Aníbal Cavaco Silva, afirmando que constituem uma tentativa de silenciar o ex-Presidente da República.

"A reação destes partidos foi uma violenta, inapropriada e inaceitável tentativa de silenciar um ex-Presidente da República que com toda a legitimidade tem o mesmo direito dos seus antecessores em assumir as posições públicas que bem entenda", escreveu Marco António Costa na sua página da rede social Facebook.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O que esperava Marco António? O Cavaco ofendia tudo e todos e ninguém respondia por respeitinho?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

sexta-feira, setembro 01, 2017

Cavaco Silva 0 - 1 Mário Centeno

"Com tal força contra a retórica dos que no Governo querem realizar a revolução socialista que acabam por perder o pio, ou fingem apenas que piam mas não têm qualquer credibilidade”, Cavaco Silva

A presença de Cavaco Silva em Castelo de Vide apenas pode ser entendida como um ato de desespero de Passos Coelho. Com as intenções de voto a aproximarem-se dos 20% até um depauperado Cavaco Silva poderá dar uma ajudinha a um líder partidário que nem com os incêndios e falsos suicidas conseguiu aquecer nas sondagens.

Foi mais um dos muitos erros estratégicos de Passos Coelho, a intervenção de Cavaco Silva em nada ajudou o PSD e apenas evidenciou a desorientação da atual liderança do PSD. Cavaco fugiu da economia como o diabo foge da cruz, isto é, fugiu do único tema em que os seus admiradores ainda confiam nele.

Cavaco poderia ter tentado dar coerência técnica à teses de Passos de que os bons resultados da economia se devem mais às suas políticas do que à Geringonça. Mas Cavaco receou falhar nessa tentativa e depois de tantos anos a invocar os seus conhecimentos e experiência evitou o discurso económico. Cometeu um grande erro e em vez de ajudar Passos enterrou-o mais um pouco.

Cavaco nunca foi um pensador político, foi um bom manipulador e gestor da imagem, soube usar a imprensa em seu favor e passou a imagem do homem que faz obra, quando, na verdade, dava mais atenção às sondagens do que aos projetos e foi assim que acumulou vitórias. Sempre que Cavaco fez intervenções de natureza política foi um desastre, e sem contar com os bons assessores que teve no passado teve de ser igual a si próprio. 

O resultado foi um desastre, o discurso quase neo-salazarista de Cavaco em nada ajudou um Passos Coelho cada vez mais identificado com a extrema-direita chique. Ao fugir dos temas económicos Cavaco reconheceu o falhanço do governo que apadrinhou e admitiu de forma implícita que os bons resultados da economia se devem às mudanças na política económica.

O discurso de Cavaco mais não foi do que o atirar a toalha ao tapete, Cavaco teve receio de enfrentar Mário Centeno, um economista que está brilhando a um nível que Cavaco nunca brilhou. Cavaco usou o convite desesperado de Passos no seu próprio proveito e falhou, enterrou-se e enterrou Passos mais um bocadinho.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Maria Luís Albuquerque, uma barra em aritmética


Quando se pensou que a vice de Passos estaria quase retirada eis que aparece com mais uma das suas declarações que parecem ter sido pronunciadas com o sovaco. A conhecida funcionária bancária britânica conseguiu descobrir que a CGTP já manda na Autoeuropa e que o conflito naquela empresa é culpa da Gerigonça, que está no governo de forma abusiva.

A senhora não só demonstra que ao fim de dois anos ainda sofre de azia, como se mantém em forma nos seus raciocínios aritméticos. O desespero da direita é tanto que até a Maria Luís já se socorre da sua fraca imaginação para encontrar argumentos. Porque será que a senhora não faz um único comentário sobre aquilo de que supostamente sabe muito, das execuções orçamentais, do crescimento económico, do emprego ou das taxas de juro?

Enfim, talvez evitasse cair no ridículo, isso se não se lembrar de falar em metas governamentais aritmeticamente impossíveis.

«A vice-presidente do PSD Maria Luís Albuquerque considerou esta quarta-feira que "o conflito na Autoeuropa é mais um reflexo da geringonça", acusando o primeiro-ministro de permitir à CTGP instalar-se na empresa "a troco de aprovações de orçamentos do Estado".

Na newsletter diária do PSD, Maria Luís Albuquerque assina um artigo de opinião, no qual considera que esta quarta-feira é "um dia histórico na indústria portuguesa, infelizmente pelas piores razões" já que "pela primeira vez em 26 anos, desde que a fábrica da Volkswagen se instalou em Portugal, realiza-se uma greve".

"O conflito na Autoeuropa é mais um reflexo da geringonça e do preço que António Costa impõe ao país para ser primeiro-ministro sem ter sido eleito. A troco da aprovação de orçamentos do Estado, do silêncio e cumplicidade de PCP e BE perante o colapso do investimento público e do estrangulamento dos serviços públicos, permite à CGTP que se instale onde até hoje não tinha conseguido entrar", condena a antiga ministra das Finanças.
Quando se pensou que a vice de Passos estaria quase retirada eis que aparece com mais uma das suas declarações que parecem ter sido pronunciadas com o sovaco. A conhecida funcionária bancária britânica conseguiu descobrir que a CGTP já manda na Autoeuropa e que o conflito naquela empresa é culpa da Gerigonça, que está no governo de forma abusiva.» [Expresso]

 O destino tem destas coisas

No dia seguinte a cavaco ter ido dizer as suas baboseiras a Castelo de Vide a comunicação social foi inundada com notícias positivas para o país, isto é, péssimas notícias para o tal senhor que queria ajudar o país com os seus conhecimentos de economia. A economia sobe acima do esperado, o desemprego está a um nível que ninguém sonhava e as taxas de juro da dívida estão em queda.

Não admira que Passos tenham mandado a Maria Luís dizer alguns disparates a propósito da greve na Autoeuropa.

 Cavaco

Nunca um ex-presidente foi tão rasca.

      
 Má notícia para Passos Coelho
   
«OProduto Interno Bruto cresceu 2,9% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016, segundo as Contas Nacionais Trimestrais divulgadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Este valor traduz uma revisão em alta de 0,1 pontos percentuais em relação aos 2,8% avançado pelo INE na estimativa rápida, divulgada há cerca de duas semanas.

Desta forma, a economia portuguesa acelerou, ainda que apenas ligeiramente, em relação aos primeiros três meses do ano, quando o crescimento do PIB atingiu 2,8% em termos homólogos. Mais ainda, para encontrar um crescimento do PIB mais expressivo é preciso recuar ao quarto trimestre do ano 2000, quando a economia se expandiu 3,8%.

Para esta evolução do PIB no segundo trimestre (em termos homólogos), "a procura externa líquida manteve um ligeiro contributo positivo", aponta o INE, explicando que se verificou "uma desaceleração em volume das exportações de bens e serviços de magnitude idêntica à observada nas importações de bens e serviços".

As exportações cresceram 8,2% (9,5% no primeiro trimestre) e as importações subiram 7,5% (8,8% no primeiro trimestre).» [Expresso]
   
Parecer:

Compreende-se que Passos prefira falar de incêndios e de falsos assaltos a Tancos, o diabo não só não veio como parece ter aderido à Geringonça.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao traste.»
  
 Mais uma
   
«Os anos da troika - e de desemprego em máximos históricos - parecem cada vez mais longe no mercado de trabalho em Portugal. Não só a taxa de desemprego tem registado uma trajetória descendente acentuada - em julho, segundo a estimativa provisória do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgada esta quarta-feira, manteve-se nos 9,1%, inalterada face a junho e o valor mais baixo desde novembro de 2008 -, como o emprego tem estado a aumentar consecutivamente, todos os meses, desde março do ano passado (a única exceção foi setembro de 2016).

Contas feitas, nos primeiros sete meses deste ano, a população empregada em Portugal aumentou em 86,2 mil pessoas face ao valor registado no final de 2016, atingindo um total de quase 4,7 milhões de pessoas, segundo as estimativas provisórias agora divulgadas pelo INE (dados ajustados de sazonalidade).

O homem deve andar atormentado, ainda por cima a chuva apagou os incêndios.» [Expresso]
   
Parecer:

Percebe-se a preferência de Passos pelo incêndios e suicidas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao traste.»

 E ainda outra
   
«Os juros (yields) da dívida portuguesa a 5 e a 10 anos estão esta quinta-feira de manhã no mercado secundário em trajetória descendente acentuada. Os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos caíram para 2,82%, uma redução de 1,74% em relação ao fecho do dia anterior. No caso da maturidade a 5 anos, a queda foi ainda mais acentuada, de 2,9%, com os juros a descer para 1,18%. A descida diária no prazo a 10 anos é a segunda maior em agosto. Os juros a 10 anos atingiram um mínimo do ano em 21 de agosto, ao descerem, durante a sessão, para 2,72%.

A trajetória de descida esta quinta-feira acentuou-se após conhecida a revisão em alta, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), do crescimento do PIB português no segundo trimestre do ano. A nova estimativa do INE aponta, agora, para uma taxa de 2,9% face a 2,8% na previsão anterior para aquele trimestre. Trata-se de uma ligeira aceleração em relação à taxa de 2,8% do trimestre anterior. A taxa de crescimento tem estado a acelerar desde o terceiro trimestre de 2016. Uma taxa de 2,9% é claramente superior à média do trimestre para a zona euro, que se situou em 2,2%, segundo os últimos dados da OCDE.» [Expresso]
   
Parecer:

Pobre Passos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao traste.»

 Marcelo responde a Cavaco
   
«Agora, questionado pelos jornalistas depois de participar no centenário do Hospital António Lopes na Póvoa de Lanhoso, e garantindo que não iria fazer comentários sobre estas declarações, Marcelo acabou por dar uma explicação sobre qual deve ser a atitude dos ex-presidentes da República relativamente àqueles que estão no cargo. Argumentando que é preciso ter “contenção”, Rebelo de Sousa afirma que é também necessário “ter muito cuidado com o relacionamento com quem foi Presidente da República ou está a ser Presidente da República”. “Por questão de cortesia, bom senso, de educação, mas sobretudo pelo respeito da função presidencial”, continuou, acrescentando que isto deve ser assim também pelo “prestígio da democracia”.

“Se os sucessivos presidentes da República não têm o respeito com o que dizem uns dos outros, acabam por não se fazerem respeitar pelo povo”, disse ainda o Presidente, continuando a reflexão sobre aquilo que deve ser a relação entre antigos chefes de Estado. “Não faço comentários sobre os meus antecessores. E quando deixar de ser Presidente não farei comentários sobre os meus sucessores”, concluiu.» [Público]
   
Parecer:

Por outras palavras, comporta-se com dignidade e sem dores de corno.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao ressabiado.»


      
 Perderam a noção do ridículo
   
«"A quota de mérito deste Governo é o que resta do que não estragou do que vinha de trás", defendeu o deputado Álvaro Campos Ferreira, em declarações aos jornalistas no parlamento, referindo-se ao crescimento de 2,9% da economia portuguesa no segundo trimestre.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje que a economia portuguesa cresceu 2,9% no segundo trimestre deste ano em termos homólogos e 0,3% face ao trimestre anterior, revendo em alta a estimativa rápida que tinha divulgado em 14 de agosto.

Campos Ferreira começou por expressar a congratulação do PSD "pelos resultados na economia", considerando que "há duas fontes" que o justificam, a começar nas "bases que o Governo anterior deixou", com "um conjunto significativo de reformas, na área laboral, na área tributária, de incentivos e uma atmosfera criada junto do tecido empresarial para que as empresas se vocacionassem ainda mais para a exportação".» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Depois de tudo o que disseram, do anúncio da vinda do diabo. das piores previsões, dos défices aritmeticametnte impossíveis, eis que o PSD descobriu que o governo não estragou. A isto chama-se não ter um pingo de vergonha no focinho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Os incêndios não aqueceram Passos
   
«Numa altura em que se aproxima do fim um Verão que foi muito difícil para o Governo, verifica-se que tanto o PS como António Costa passaram quase incólumes um período marcado pelos incêndios que assolaram boa parte do território nacional, pelo roubo de material militar em Tancos ou ainda pela demissão de três secretários de Estado e posterior remodelação governamental.

A sondagem da Aximage de Setembro para o Negócios e o Correio da Manhã (realizada nos dias 29 e 30 de Agosto) mostra que no presente mês o PS recua um ponto percentual face a Julho, de 44% para 43%. Já o PSD mantém-se nos 22,9%.

Tal como os socialistas, também o BE cai um ponto para 9,1% das intenções de voto, enquanto a CDU surge inalterada com 7,8% e o CDS recua muito ligeiramente de 5,3% para 5,2%.

Mas analisando a evolução das intenções de voto dos dois principais partidos entre Junho e o momento presente verifica-se que os socialistas conseguiram alagar a vantagem sobre os social-democratas, pese embora este Verão ter constituído a fase mais crítica já enfrentada pelo Governo.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

Pobre passos, nem os incêndios o ajudaram.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelo Cavaco effect.»

quinta-feira, agosto 31, 2017

O Cavaco voltou

Estava o pobre senhor a tentar dar cor aos sovacos, depois de se ter besuntado dos pés à cabeça com um daqueles bronzeadores com  cheiro a crude, enquanto a Dona maria enterrava a melancia à beira-mar, para que estivesse fresquinha na hora da bucha, quando o telefone tocou. Depois de o segurança se certificar de que não estaria a ser escutado a partir da conhecida casa da Fava, no Bairro dos artistas, atendeu.

Do outro lado o traste de Massamá lamentava-se: “Sô professor, estou à rasca, os suicidas não se suicidaram, nem tentaram para ficarem com um arranhão. Os misseis de Tancos ainda não foram usados num ataque terrorista e até a merda da chuva me deu cabo do ganha pão dos incêndios, ainda mandei uns pirralhos da J atear uns fogos mas eles estavam na universidade de Castelo de Vide.”

“Depois de me teres deixado teso e sem dinheiro para as despesas que eu não te devia ajudar” respondeu o professor. Mas está bem, queres que eu vá a Castelo de Vide fazer um daqueles discursos que arrasa a esquerda e dá cabo do Marcelo, conta comigo”. A crer na comunicação a quem este Júpiter algarvio não liga nenhuma, levantou-se às seis da manhã e lá foi a caminho de Castelo de Vide, onde uma sala cheia de futuros visitantes do hospital de Zhang Zhou. da Huawei, aguardavam o “avô Cantigas” do PSD.

O homem surpreendeu, não falou de economia, nem lhes explicou como é que alguém sem grandes qualidades absolutas conseguiu duas maiorias absolutas e dois mandatos presidenciais. Em vez disso explicou-lhes que o Macron  o copiava e graças a isso ficou com a alcunha do Presidente Júpiter. Uma injustiça, se o Macron o estava a imitar o Presidente Júpiter deveria ser o franciú. Na melhor das hipóteses o Macron deveria ser um príncipe de um dos 69 satélites de Júpiter, um bonito número como em certo dia disse o Mota Amaral. Afinal a nossa pequenez levou Cavaco a ser promovido a satélite, se não fossem os outros a piar dir-se-ia que ele seria um Sputnik que de vez em quando aparece a fazer bip-bip.  Digamos que se Macron é o Presidente Júpiter, o nosso Cavaco é o príncipe Métis, o primeiro satélite do Macrón.

Foi bordoada até ferver a começar nos perigosos ministros da Geringonça, a que ele próprio foi obrigado a dar posse depois de terem prometido que nunca comeriam meninos, alguém lhe disse que andam a conspirar contra a nação, promovendo uma revolução socialista, até já andam a tirar as medidas ao Costa para lhe vestirem a farda de marechal bolivariano. Essa gente nunca mais aprende que as ideologias são perigosas, não percebem que o futuro do país está em pensar como o Cavaco e ir á missa todos os domingos.

Nem o Marcelo escapou à bordoada, se ele pensa que é melhor do que o príncipe Métis está enganado, porque os presidentes não se medem em sorrisos, selfies, beijocas e likes, um presidente quer-se austero, reservado, com cara de pau e a mandar queixas para o MP sempre que o ofendam. Presidente a sério ouve vaias, não manda orçamentos para o constitucional, mostra cara de pau e faz tudo o que o primeiro-ministro manda.

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Cavaco Silva, o Plutão da nossa vida política

O discurso de Cavaco Silva foi o costume, ainda que agora o homem de Boliqueime esteja em roda livre, sem assessores é ele que escreve os discursos e nesse sentido esta intervenção foi uma das mais genuínas que fez.

Aquilo que ouvimos foi o Cavaco, o homem que insiste me querer ficar na história, que não assume as críticas de forma frontal e que passa a vida a tentar o seu próprio engrandecimento. Só que desta vez foi ridículo demais, fez acusações graves de existência de censura, mandou indiretas a Marcelo e espumou de raiva em relação ao governo. Está esquecido das falsas escutas a Belém ou da manipulação da comunicação social feita pelo seu antigo assessor de imprensa.

Mas o mais ridículo da sua intervenção foi a tentativa de projetar o seu modelo de presidência recorrendo ao presidente francês. Só mesmo um rural de Boliqueime se lembraria de se armar em Júpiter. Convenhamos que ao lado de Macron, Cavaco não passa de um Plutão, um não planeta que ficou na história da humanidade por dar o nome a Pluto, o cachorro da banda desenhada.

«Quase duas décadas depois de ter deixado de participar em iniciativas partidárias, e quase dois anos depois de ter deixado a Presidência da República, Cavaco Silva abriu uma “exceção” à regra que impôs a si próprio para estar presente da Universidade de Verão do PSD. Levantou-se cedo, às 6h da manhã, para sair de Albufeira a tempo de chegar à aula que iria dar em Castelo de Vide. Pedro Passos Coelho assistiu ao seu regresso na primeira fila. Não houve selfies — porque o ex-Presidente não quis. “Peça antes àquela menina para tirar”, disse, no final, a um jovem, de telemóvel em riste, que quis posar consigo na fotografia. Até nisso quis ser diferente do sucessor.

Numa intervenção perante jovens aspirantes a políticos, Cavaco Silva fez contas com o passado; revelou o segredo do impasse que se instalou na nomeação dos membros do Conselho de Finanças Públicas, dando-se como “culpado”; mas sobretudo deixou duras críticas ao governo da “geringonça” que “finge que pia mas é apenas por jogadas partidárias”, aos partidos da “coligação”, que defendem a saída do euro para “outra galáxia, talvez para a galáxia onde vive a Venezuela”. Ainda criticou a comunicação social portuguesa, por também fazer “fake news” e elogiou o presidente francês Emmanuel Macron de uma maneira que evidenciou o que Marcelo Rebelo de Sousa não devia fazer. Mas sempre sem dizer os nomes dos visados.» [Observador]

      
 E agora marqueses?
   
«Luís Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social (MSESS) do Governo de coligação PSD/CDS, autorizou uma das viagens pagas à Huawei em 2014, realizada por João Mota Lopes, então vogal do conselho diretivo do Instituto Informático da Segurança Social. Um ofício assinado por Gabriel Osório de Barros, chefe de gabinete do então ministro, dava conta de que, no dia 27 de janeiro de 2014, o responsável pelo ministério tinha autorizado a deslocação daquele alto quadro do MSESS à China.

O ex-ministro do CDS justifica ao Observador a aprovação de viagens pagas por terceiros por entender que “é normal nas empresas e na administração pública a participação em congressos e seminários, que possam incorporar conhecimento” nos dirigentes. “É normal que estas visitas se façam”, diz Luís Pedro Mota Soares.

Outro argumento que levou o ex-governante a aprovar a deslocação paga pela Huawei tem a ver com o facto de a viagem ter sido proposta pelo presidente do conselho diretivo do Instituto de Informática da Segurança Social, Pedro Corte Real: “Para nós era relevante ter autorização do dirigente máximo do serviço, do conselho diretivo”. Quando eram justificadas com esta lógica, diz o ex-ministro, havia uma maior probabilidade de as deslocações serem aprovadas:

"Perante esse crivo do presidente do conselho diretivo, que entendia que a viagem era relevante para o próprio serviço, podíamos autorizar. O presidente do conselho diretivo entendeu que a visita era relevante, e justificou-a”.» [Observador]
   
Parecer:

Se um dos que viajaram contou com a aprovação governamental fará sentido prosseguir investigações aos que viajaram nas mesmas circunstâncias?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Se fixa um prazo para quê um ponto de situação
   
«A Procuradoria-Geral da República (PGR) deu 45 dias a Amadeu Guerra, diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), para fazer o ponto da situação sobre a Operação Marquês.

Através de um despacho emitido esta terça-feira pelo vice-procurador geral Adriano Cunha, fica claro que Joana Marques Vidal não está à espera que a equipa de investigação de Rosário Teixeira termine a investigação até ao próximo dia 13 de outubro.

No mesmo despacho, o n.º 2 da PGR confirma que a resposta à última carta rogatória enviada para a Suíça chegou aos autos da Operação Marquês no dia 22 de agosto. E, com base no despacho da procuradora-geral da República de 27 de abril — que tinha decidido “prorrogar por 3 meses, contados da data de devolução e junção ao inquérito da última carta rogatória a ser devolvida, o prazo de encerramento do inquérito n.º 122/13.8 TELSB” –, Adriano Cunha confirma que “se iniciou a 22 de agosto” o referido “prazo de 3 meses”.

Traduzindo o despacho de Adriano Cunha, podemos concluir o seguinte:


  • Confirma-se oficialmente que o prazo de conclusão da Operação Marquês passou a ser 20 de novembro;


  • O diretor do DCIAP — departamento a que pertence a equipa do procurador Rosário Teixeira que investiga o inquérito que tem José Sócrates como principal arguido –, terá de dizer até ao dia 13 de outubro se esse prazo se confirma. Isto porque o despacho de 27 de abril permite um novo adiamento, caso exista fundamento para tal.
  • Tendo em conta o prazo para fazer um ponto da situação, é pouco provável que o despacho de encerramento de inquérito seja emitido até ao dia 13 de outubro — ou seja, o documento só deverá ser emitido após as eleições autárquicas.» [Observador]

   
Parecer:

O ponto de situação só poderá servir para abrir a porta a novo prazo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aposte-se que vai haver um novo prazo com base em novas investigações de outro processo.»

quarta-feira, agosto 30, 2017

O regabofe das viagens

Não compreendo do o sassarico que por aí vai a propósito das viagens, afinal sempre ouvi elogiar o espírito aventureiro dos portugueses, a sua voacação e dar novos mundos ao mundo, o nosso impulso para nos fazermos ao mar em busca de novos horizontes.  Ainda nos arriscamos a que os magistrados, essas pilares morais da sociedades, verdadeiras Donas Dorotéias da "Gabriela", ainda se lembrem de instituir um delegado junto da Torre do Tombo para investigares as muitas viagens feitas no passado, até porque há ainda muitas dúvidas sobre algumas.

A verdade é que os portugueses adoram viajar, seja para visitar um hospital chinês ou para investigar o Caso Freeport em Londres. Não admira que se criem tantas oportunidades para que se saia daqui para fora durante uns dias.

No Estado não faltam oportunidades, a participação e múltiplas organizações internacionais constituem um imenso mercado de turismo institucional. Os mais sortudos conseguem uma cunha política e vão para a REPER em Bruxelas ou são colocados como agentes de ligação em muitas embaixadas. Os outros disputam a numerosas reuniões e seminários internacionais, designadamente, os da União Europeia, que apresentam a vantagem de serem custeados com fundos europeus. Vale de tudo um pouco, os mais sortudos conseguem até fazer-se acompanhar das namoradas, funcionárias cujo brilho intelectual fundamenta o despacho concordante do superior.

Nas autarquias é o ver se te avias, não há concelho do país que não esteja geminado, os autarcas passam a vida a retribuir as viagens feitas pelos seus colegas das cidades e vilas geminadas. Os mais espertalhões, como o Madurinho de Vila Real de Santo António vão mais longe e criam verdadeiras pontes aéreas de turismo oftalmológico para Cuba, a intimidade é tanta que, segundo dizem as más línguas, o ministro da saúde oftalmológica do sotavento algarvio até constituiu uma família luso cubana.

As autarquias estão mesmo transformadas em centros de viagens, para além da caça ao voto dos velhotes a troco de excursões quase semanais, não faltam os passeis dos ranchos folclóricos ou das marchas, sempre devidamente acompanhadas de uma comitiva de penduras.

Ao nível empresarial generalizou-se as viagens como forma de premiar aqueles a quem se devem favores ou para passar a mão pelo pêlo de quem decide. Há mesmo um ramo de negócios na agências de viagens especializado nestas iniciativas, que podem ir da organização de eventos nos quatro cantos do mundo a passeios no Saara ou cruzeiros na Antártida. Os vouchers não deixam rasto e na verdade é o Estado que acaba por pagar estas viagens, constituem despesas a abater da coleta e a reduzir a carga fiscal. Isto é, uma boa parte dos favores e prémios dados pelas empresas acabam por ser indiretamente pagos pelo Estado.

Alguém disse que não há viagens grátis, o que se esqueceu de dizer foi que em grande parte quem paga estas viagens de forma direta ou indireta são os contribuintes. Diretas no caso das visitas do Madurinho algarvio a Cuba, indireta quando são financiadas por empresas que depois as declaram como custos que reduzem a massa coletável e, em consequência, aliviam os impostos.

 

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Nuno Melo, defensor da igualdade de género

Ando aqui ás voltas para tentar perceber o que tem a ver a expressão "aquela senhora" com a igualdade de género. Talvez o Nuno melo possa explicar melhor a sua ideia.

«“Aquela senhora”, foi como António Costa se referiu a Assunção Cristas, criticando a presidente do CDS-PP pelo que fez – ou não fez – enquanto ministra da Agricultura no governo anterior ao de Costa.

A crítica em relação às políticas de Cristas na pasta que contém a gestão florestal e de prevenção de incêndios, não é nova. O termo – “aquela senhora” – é que aparentou maior novidade no palco político.

“Quero saber se aquela senhora que foi quatro anos ministra da agricultura e nada fez pela floresta e que hoje tanto fala, vai estar presente ou não [debate sobre florestas]”, desafiou Costa, sob forte aplauso do Partido Socialista, em Faro. Durante todo o discurso, o primeiro-ministro nunca tratou Assunção Cristas pelo seu nome, ao contrário de Pedro Passos Coelho, por exemplo, que não mereceu o cognome d’ “aquele senhor”.

Escutado pelo i, Nuno Melo, eurodeputado e vice-presidente do CDS, ironizou: “O mesmo que se refere à presidente de um partido por ‘aquela senhora’ é o mesmo que depois decide o que os meninos e as meninas podem ler em nome da igualdade de género?”.» [i]

 Dúvidas que me atormentam

Quando a mexeriqueira de Belém publicou um livro de mágoas o MP informou que tinha aberto um inquérito. Havia razões para isso, o livro continham informação que eram indícios claros de que o antigo assessor de Cavaco teria tido acesso a informação de processos, para além das investigações privadas que fazia ou encomendava a amigos de Belém.

Passado tantos meses mais nada se soube sobre tal inquérito. Já terá sido concluído? Todos sabemos desde a primeira hora de qual iria ou irá ser o destino deste inquérito, mas que a sua abertura foi noticiada, já agora que noticiem também a sua conclusão.

      
 Um MP muito diligente
   
«O Ministério Público vai investigar as viagens à China de cinco quadros dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e da Autoridade Tributária e Aduaneira. Em resposta enviada ao Expresso, o gabinete de Joana Marques Vidal revela que "A Procuradoria-Geral da República procedeu à recolha de elementos e decidiu enviá-los ao DIAP de Lisboa com vista a investigação."

Na última edição impressa do Expresso, o jornal revelou que os seis dirigentes visitaram o hospital de Zhang Zhou e a sede da Huawei numa viagem de cinco dias em julho de 2015. As despesas com os voos para Hong Kong foram pagas pela NOS, parceira da Huawei, que terá pago as restantes deslocações dentro da China.

Depois da notícia ter sido publicada, os cinco dirigentes do Ministério da Saúde puseram o lugar à disposição do ministro Adalberto Campos Fernandes que ordenou uma investigação. O dirigente da Autoridade Tributária também está a ser investigado.

A PGR já estava a investigar uma série de viagens à China feitas por, por exemplo, Paulo Vistas e alguns dirigentes do PSD. As despesas foram pagas pela Huawei e associados.» [Expresso]
   
Parecer:

É evidente que não há nada para investigar, mas uns fogachos na comunicação social dão jeito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Será desta?
   
«O despacho final da Operação Marquês, onde José Sócrates é um dos arguidos, poderá ser só conhecido a 20 de novembro. A última carta rogatória deu entrada no processo no passado dia 22 de agosto e o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) terá 90 dias para efetuar o despacho final.

A notícia foi avançada pela SIC Notícias e entretanto confirmada ao Expresso por fonte oficial da Procuradoria-Geral da República.

Recorde-se que as autoridades portuguesas enviaram três cartas rogatórias – pedidos de cooperação internacional da investigação –no âmbito do processo, uma para Angola e duas para a Suíça. Em abril, a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, decidiu prorrogar por três meses, após a data da devolução da última carta rogatória, o prazo dado para o encerramento do inquérito-crime.

O antigo primeiro-ministro está indiciado por corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. O processo conta com 28 arguidos, entre eles Carlos Santos Silva, empresário e amigo de Sócrates, Armando Vara, ex-ministro socialista, Ricardo Salgado, ex-presidente do BES e Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, antigos administradores da PT.» [Expresso]
   
Parecer:

Esperar para ver.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»

 Já estou cheio de medo
   
«A Presidente lituana, Dalia Grybauskaité, alertou hoje que a Rússia está a proceder a uma "militarização muito agressiva e rápida" no enclave de Kalininegrado, através da colocação de "mísseis que podem também atingir Lisboa".

Dalia Grybauskaité falava aos jornalistas após um encontro com o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, no Clube dos Oficiais de Kaunas, na Lituânia, de acordo com uma gravação enviada à agência Lusa pelo Palácio de Belém.

"Estamos face a uma militarização muito agressiva e rápida do setor de Kalininegrado, onde estão a ser colocados mísseis que podem também atingir Lisboa", advertiu a chefe de Estado lituana, depois de "agradecer muito" a Marcelo Rebelo de Sousa a "ajuda de Portugal, que se intensificou após a ocupação [russa] da Crimeia em 2014".«» [DN]
   
Parecer:

Este pessoal das repúblicas do Báltico tem uma certa aversão aos russos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Diga-se á senhora que se acalme.»

 O Madurinho do Algarve fez uma reversão
   
«A aprovação foi feita em reunião de Câmara, dando sequência a uma proposta apresentada pela Coligação Democrática Unitária (CDU), precisou a autarquia, na qual o PSD tem maioria absoluta, com quatro dos sete eleitos, contra dois do PS e um da coligação formada pelo PCP e pelo PEV.

A Câmara algarvia, uma das 16 do distrito de Faro, referiu num comunicado que, com a aprovação desta medida, o município "junta-se a outras entidades que estão a avançar na reposição desta regalia dos trabalhadores da função pública prevista na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas".

"A proposta - apresentada pela CDU - será agora formalizada através de instrumento de regulação coletiva de trabalho, dando-se agora início ao processo negocial com todas as partes, com vista à celebração de acordo", precisou a Câmara de Vila Real de Santo António.» [DN]
   
Parecer:

Ai se o Passos Coelho sabe que o PSD do Madurinho anda feito uma geringonça, a aprovar as propostas da CDU.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 A culpa não é da floresta
   
«Dos 951 incêndios que ocorreram entre os dias 22 e 28 de Agosto, 353 deflagraram durante a noite, tal como já tinha acontecido na semana anterior, segundo o comandante operacional de Protecção Civil.

No encontro semanal com jornalistas sobre a situação dos incêndios florestais, Rui Esteves disse que, mais uma vez, 37% dos incêndios deflagraram à noite, sendo que essa percentagem aumentou para 42% nos dias 25 e 26.» [Público]
   
Parecer:

A culpa é da miséria humana que grassa no país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

terça-feira, agosto 29, 2017

Debates da treta

Com a chuva a apagar os incêndios os jornais precisam de novos temas, de preferência algo que cheire a escândalo e que alimente suspeitas picantes. Depois das acusações de falta de coordenação no combate aos incêndios vêm as suspeitas em relação aos funcionários e dirigentes do Estado. Os jornais vendem papel e a direita tenta capitalizar, evitando os debates de que foge como o diabo da cruz.

É óbvio que as recentes notícias em relação a viagens pagas por tecnológicas já cheiram a vingança e manipulação da opinião pública. Estas viagens são uma fonte inesgotável para os jornais, durante anos estabeleceu-se uma relação entre Estado e tecnológicas em que estas viagens eram tidas e tratadas como normais.

O que se passa neste setor não difere em nada do que sucedia com os congressos de medicina, trata-se de um setor onde a informação e formação disponibilizada pelas empresas é importante para os clientes, seja o Estado ou privados, ao mesmo tempo que a coberto da formação as empresas tecnológicas disseminam o seu marketing e observam os quadros que participam nas suas ações, obtendo informação útil para contarem com uma bolsa de profissionais, que poderão contratar para viabilizar futuros negócios.

Bem mais corruptas são as viagens que as grandes empresas portuguesas pagam a jornalista e que são retribuídas com artigos laudatórios dessas empresas, dos seus donos e administradores, senão mesmo com o silêncio de notícias incómodas. Basta analisar as notícias sobre as empresas com granes orçamentos publicitários (banca, telecomunicações, setor automóvel, distribuição alimentar, café, etc.) para percebermos que a informação relativa a essas empresas é altamente manipulada. Piro ainda, quando os patrões dessas empresas decidem intervir na política fazem-no através da comunicação social e sem terem de dar a cara.

O debate em curso não passa de um debate da treta e com as chuvas a apagarem os incêndios vem mesmo a calhar. Mesmo sabendo que as viagens em causa ocorreram quase todas durante  a anterior legislatura, a imagem que passa é a de um Estado abandalhado e incompetente, o estereótipo de que a direita se serviu para adotar medidas de austeridade brutal no sector público e que tem vindo a usar para não discutir a realidade económica do país, preferindo a imagem de um país desgraçado.

É evidente que, tal como sucedeu com as iniciativas das farmacêuticas, devem ser adotadas regras claras no sector tecnológico, o que não significa que as viagens a que a comunicação social se tem referido tenham algo de suspeito. Tanto quanto sei muitas destas viagens podem estar enquadradas nos contratos assinados no âmbito do fornecimento de equipamentos ou de prestação de serviços, tendo essas viagens sido autorizadas e as faltas justificadas por se considerar que os funcionários estavam em serviço. A reação do ministro da Saúde foi extemporânea e excessiva, daí que um dia tenha mudado de discurso perante o risco de perder quadros que dificilmente conseguirá substituir.

Pessoalmente estou mais preocupado em saber se as agências de notação nos tiram do lixo, se o governo vai eliminar o brutal aumento do IRS que me foi imposto, se um cenário de um segundo resgate está posto de lado, se este ciclo de crescimento se vai prolongar, se o desemprego vai continuar a cair, se o país vai apostar mais na formação e educação, se o governo vai desmontar o que resta da experiência falhada da desvalorização fiscal. Quero lá saber o que comeram ao pequeno-almoço os convidados da ORACLE ou que entretenimento foi proporcionado aos quadros que viajara a convite de empresas.

 

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do Dia

   
Adalberto Campos Fernandes

A propósito das viagens à borla o ministro não perdeu tempo e logo no fim-de-semana, aquando da publicação da notícia no Expresso, o ministério apressou-se a informar que na segunda-feira iria ouvir os funcionários. Chegada a segunda-feira o ministro informa que os funcionários colocaram o cargo à disposição e que aguardava informação da Inspeção-Geral de Saúde.

Isto é, depois do fogacho do sábado o ministro retomou a normalidade, pelo que o seu exibicionismo serviu apenas que para que num mesmo governo dois ministros tenham atuado de forma diferente, o da Saúde deu espetáculo enquanto o das Finanças ficou calado. A verdade é que na segunda-feira o da Saúde fez o que estava a fazer o das Finanças e o espetáculo serviu apenas para fazer um brilharete na comunicação social.


 A generosidade da NOS

Porque será que os Belmiro, um dos pilares da moral e dos bons costumes da nossa sociedade, ainda estão calados apesar do seu nome vir referenciado na comunicação como agência de viagens borlistas? Será que o Belmirinho Júnior vai aparecer numa conferência de imprensa com ar de justiceiro como fez em relação ao caso Marquês?

Seria interessante se o Belmirinho Júnior viesse  a público que as borlas dadas a altos quadros não são uma forma de corrupção, certamente destinaram-se a preparar os quadros para melhorarem o seu desempenho.

 As investigações ás viagens

tanto no ministério da Saúde como no das Finanças as viagens estão sendo analisadas, no primeiro pela IGS, no segundo pela própria AT. Desde logo há aqui diferenças de critérios pois nas Finanças a tarefa não foi atribuída à IGF.

Mas coloca-se outra questão, começa a ser evidente que os altos quadros do estado viajam a convite de empresas sem que a decisão seja avaliada hierarquicamente. Não faz sentido que uma viagem seja decidida pelo funcionário ou dirigente, sem que a estão seja avaliada por via hierárquica, O que vai o quadro fazer, o que vai aprender, o que vai avaliar?

Isto não é o Burundi, Portugal não precisa que o Belmirinho Júnior ou qualquer outro pilar moral da sociedade pague as viagens em classe turística para que um alto quadro do Estado vá à Chinha ou onde quer que seja. Num mundo em que as viagens são cada vez mais baratas e em que os adolescentes fazem viagens intercontinentais como quem vai à Caparica só o fato de vermos gente a querer dar o rabo mais cinco tostões a troco de uma viagem é deprimente.

Todas as viagens feitas em segredo e sem qualquer conhecimento e autorização por parte da hierarquia devem ser consideradas viagens feitas a título particular e no interesse pessoal de quem as fez.

      
 E no ministério das Finanças?
   
«O ministro da Saúde anunciou esta segunda-feira que vai aguardar pelas conclusões da intervenção urgente requerida à Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) para decidir pela demissão, ou não, dos altos quadros que viajaram à China a convite da Huawei.

Numa nota enviada à imprensa, Adalberto Campos Fernandes confirma que os dirigentes envolvidos no caso, divulgado sábado pelo Expresso, colocaram hoje o seu lugar à disposição, “em particular os senhores presidente e vogal do Conselho de Administração da SPMS [Serviços Partilhados do Ministério da Saúde]. 

A nota visa esclarecer que “os factos ocorridos em Junho de 2015 enquadram aspectos que carecem de clarificação ao nível do seu contexto ético, jurídico e institucional” e que, por isso, logo no sábado foi pedida a intervenção urgente da IGAS. São as conclusões dessa intervenção que o ministro aguarda para poder tomar “uma decisão definitiva, justa e fundamentada”. 

“Durante o dia de hoje ocorreram diversas reuniões com os referidos dirigentes, na sequência das quais foram colocados à disposição os respectivos lugares, em particular pelos senhores presidente e vogal do Conselho de Administração da SPMS”, acrescenta o comunicado. Uma atitude que o Ministério considera positiva, pois considera que “o exercício de funções públicas exige obrigações especiais de transparência, rigor comportamental e observância dos princípios éticos”.» [Público]
   
Parecer:

Parece que no mesmo governo os critérios mudam de ministério para ministério.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-se Costa sobre a diversidade de critérios.»
  
 Grande autarca!
   
«Promessa de autarca/candidato: o balcão de Almeida da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai reabrir em breve com um colaborador e, mais tarde, passará para as instalações da autarquia, avançou esta segunda-feira o vice-presidente da autarquia à Lusa. Segundo Alberto Morgado, vice-presidente da Câmara Municipal de Almeida, a reabertura das instalações será efectuada "brevemente", sem adiantar datas.

O autarca explicou à Lusa que o município assinou um protocolo com a CGD, na terça-feira, que "permite alargar as respostas dos serviços bancários às instituições públicas, aos privados e às empresas, ainda que mantendo-se a extinção do código 0057 [correspondente] à ex-agência de Almeida".» [Público]
   
Parecer:

Almeida ficou com um correspondente da CGD, só para que o seu autarca mostre serviço.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se uma merecida gargalhada.»

 O Belmirinho Júnior anda a pagar viagens
   
«Contactada na sexta, a NOS negou pelos seus canais oficiais: não tinha pago qualquer viagem. No sábado, o Expresso publicou em manchete no semanário: “Altos quadros do Estado apanhados no caso Huawei”. E nessa manhã, na edição online, o jornal noticiou que a parte das despesas os voos tinham sido pagas por “uma empresa parceira da Huawei”. Contactada de novo no sábado, a NOS voltou a negar.

Mas na segunda a Huawei negou ter pago os voos, jornal online Eco noticiou que a NOS os pagara - e a NOS confirmou. O que aconteceu entretanto?

Depois das perguntas dos jornalistas, a administração da NOS ordenou na segunda feira de manhã ao departamento de auditoria uma averiguação interna sobre se havia registo de algum pagamento de viagens a altos quadros do Ministério da Saúde. Havia: uma fatura de cerca de 12 mil euros, de 2015, discriminava os nomes dos viajantes e havia sido de facto paga pela NOS.» [Expresso]
   
Parecer:

Afinal, o Belmirinho Júnior, um dos grandes pilares da moral e dos bons costumes, anda a corromper o país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se uma merecida gargalhada.»